Num destes dias, chamou-me a atenção a rubrica
Poetry Workshop da (excelente) página que o jornal
The Guardian dedica à literatura..
Nesta oficina de escrita online, todos os meses há um poeta convidado a propor um tema ao qual se deverá subordinar a escrita de poemas. Todos os interessados poderão enviar textos da sua autoria, e, no fim do mês, o autor convidado fará uma selecção daqueles que considerar melhores, e comentá-los-á, elogiando alguns, destacando determinados versos por bons ou maus motivos, indicando soluções alternativas, etc.
Em Setembro, o convidado é Micheal O'Siadhail, com o tema da dinâmica entre o amor e um espaço partilhado, a forma como uma determinada relação se pode expressar num espaço limitado:
Love Room.
Em Agosto, a proposta de Adèle Geras incentivava aos poemas curtos desencadeados por simples vislumbres de pormenores belos ou estranhos, domésticos, escolares ou profissionais, destacando a necessidade da referência a realidades concretas no texto, em detrimento do recurso a substantivos abstractos:
Snapshots.
Ainda não tive tempo para explorar todos os meses, mas, logo à primeira vista, reparei nos nomes de
Anne Stevenson e
Ruth Fainlight, autoras que aprecio bastante.
Stevenson convida à suspensão do prazer expressionista, sugerindo, em vez disso, a exploração de um formato tradicional a partir de linguagem actual e assunto contemporâneo:
Sonnet.
Por sua vez, Fainlight propõe como primeiro passo a redacção de um título extenso para um poema cuja escrita deve desenvolver-se a partir daí:
Think of a long poem title, then write a poem on it.
(Nalguns comentários, Fainlight é implacável.)